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domingo, 11 de março de 2012

TOP 5 - Deep Purple

Com incontáveis formações, o Deep Purple se firmou, já no início dos anos 70, como um dos membros do trio de ferro inglês (ou santíssima trindade, como alguns gostam de se referir) junto com Black Sabbath e Led Zeppelin. Possui uma discografia rica, desde os tempos mais psicodélicos dos primeiros álbuns, passando por fases mais funkeadas e tendo o hard rock como ditador do ritmo durante todo o tempo. Confesso que tenho uma predileção por certa fase do grupo, e por isso não foi tão difícil montar esse top 5.


#5
Perfect Strangers (1984)





O meu riff favorito, após uma introdução de teclado, abre o disco com "Knocking At Your Back Door", a minha canção favorita da banda. O refrão, a "ginga" do riff (característica de Ritchie Blackmore, coisa que a banda não tem com a atual formação, que é mais quadradona), a interpretação de Gillan, Jon Lord segurando a onda lá no fundo... tudo isso faz dessa canção uma das mais empolgantes da banda. Os desafetos Ian Gillan e Ritchie Blackmore brilham juntos na balada "Wasted Sunsets", uma das mais belas de toda a discografia da banda. "Under the Gun", "Nobody's Home" e "Mean Streak" são típicos hard rocks que o Deep Purple faz, com ótimos refrãos, estrofes empolgantes e riffs rápidos, outra que segue a mesma linha é "A Gypsy's Kiss". A canção mais conhecida do álbum, e uma das melhores, é provavelmente a faixa-título, muito executada nas antigas e atuais "rádios rock" do Brasil.




#4
Come Taste the Band (1975)





Após a saída de Ritchie Blackmore, descontente com o direcionamento musical que a banda estava tomando, para formar o "Rainbow", o Deep Purple convidou o guitarrista Tommy Bolin para assumir o posto. No estilo de tocar, Bolin era um pouco mais "sujo" e "despojado" que Blackmore, porém era tão brilhante quanto, e já tendo tocado com Billy Cobham, James Gang, entre outros. A faixa de abertura, a rápida "Comin' Home" já mostra um pouco disso com o guitarrista solando sobre Coverdale cantando, numa faixa que é uma espécie de protótipo de speed metal (coisa que o Blackmore também estava fazendo com o Rainbow); "Lady Luck" já é mais swingada, mais a cara da banda, "Gettin' Tigher" mostra de novo o lado mais despojado de Bolin em um riff limpo meio funkeado, com uma interpretação fantástica de Glenn Hughes no vocal. "Love Child" tem um riff Zeppeliano do guitarrista, um dos melhores do Deep Purple, e uma das melhores faixas do disco. Grande interpretação de Coverdale! Glenn Hughes brilha novamente no final do disco com "This Time Around" e "You Keep On Moving". "Drifter" e "I Need Love" mostram o brilhantismo dessa formação, unindo o hard rock típico do Deep Purple com o lado funkeado e mais "solto" de Hughes e Bolin. Infelizmente essa foi uma época de muitos abusos pessoais dentro da banda com drogas e etc; Tommy Bolin acabou falecendo em decorrência desses abusos, e a banda anunciou seu fim, voltando somente em 1984, com outra formação, lançando o disco resenhado acima deste. A turnê desse álbum deixou ótimos registros ao vivo como "Phoenix Rising" e "This Time Around - Live in Tokyo".



#3
Machine Head (1972)





Considerado o disco mais clássico da banda, Machine Head possui os dois maiores clássicos da banda: "Smoke on the Water" com seu inconfundível riff, e "Highway Star", com seus inconfundíveis solos/duelos de Blackmore e Jon Lord. "Lazy" mostra toda a ginga de Blackmore e Jon Lord, acaba sendo a melhor do disco. Às vezes soa como uma longa jam, até entrar Ian Gillan cantando de uma forma marota. "Space Truckin'" é outra das minhas favoritas e Lord domina a canção com o peso de seu teclado; "Never Before" tem o refrão que mais gosto no disco, é a mais rock 'n' roll de todo o álbum. "Pictures of Home" é veloz, comandada já na introdução pelo baterista Ian Paice, com solos empolgantes de Blackmore e Lord. "Maybe I'm Leo" é a mais fraquinha do disco, e eu nem gosto tanto assim dela. Mas o restante do disco a compensa.



#2
Stormbringer (1974)





O segundo disco da formação que mais gosto da banda com David Coverdale e Glenn Hughes, já conta com mais influência dos "novatos", principalmente de Hughes que, de certa forma, "impôs" o seu lado funk no som do Deep Purple, e já na faixa de abertura, "Stormbringer", podemos ver isso. A guitarra de Blackmore dita o ritmo, mas o groove da canção é todo funkeado. "Love Don't Mean a Thing" é linda e leva a banda a outro patamar musicalmente, ótimas interpretações dos dois vocalistas. Sim, dois... fazia parte do contrato de Glenn com a banda que ele cantasse em uma certa percentagem dos álbuns. "Holy Man" e "Hold On" seguem essa linha mais calma da banda, ditada por Hughes, que foi a razão da insatisfação de Blackmore... o "velho" Deep Purple volta em "Lady Double Dealer", um hard rock de primeira e em "High Ball Shooter", que é mais rock 'n' roll. "The Gypsy" é linda, e a primeira e segunda voz juntas formaram um momento único no álbum. Grandiosa! A balada "Soldier of Fortune", uma das mais conhecidas da banda, e até hoje lembrada por David Coverdale nos shows do Whitesnake, encerra o álbum de forma épica.



#1
Burn (1974)





Após a saída de Ian Gillan e Roger Glover, entram em cena David Coverdale e Glenn Hughes para lançarem o melhor disco do Deep Purple, Burn! A faixa-título abre o disco de forma poderosa, com seu riff imponente e Coverdale mostrando a que veio! Ian Paice também dá um show à parte nesta canção. "Might Just Take Your Life" é mais cadenciada e comandada pelo hammond de Jon Lord. "Lay Down, Stay Down" é pesada e quebrada, com ótimos riffs e uns teclados rock 'n' roll de Lord ao fundo às vezes. "Sail Away" é mais calma, e já mostra uma faceta mais funkeada, que se evidenciaria no já comentado Stormbringer. "You Fool No One" é uma das melhores canções dessa fase da banda e conta novamente com uma performance incrível de Ian Paice, que é um dos destaques do disco. "What's Going On Here" traz um Blackmore todo despojado, soltando solos e riffs endiabrados, na canção mais swingada do disco. E aí vem a pérola... a melancólica "Mistreated", com um riff já 'down' do guitarrista, e uma interpretação ainda mais 'triste' de David Coverdale... todos entraram no clima da canção, que é uma das maiores obras-prima do Deep Purple. A turnê de "Burn" apresentava um show fantástico, cheio de improvisações, além de uma banda revigorada. Performances incríveis podem ser vistas/ouvidas em "California Jamming", registro do show histórico da banda no festival California Jam '74.

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