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domingo, 18 de março de 2012

Maestrick: nova realidade do prog metal brasileiro

Uma excelente banda de metal progressivo lançou seu debut recentemente.
Intitulado "Unpuzzle!", é um disco conceitual dos rapazes do Maestrick, de São José do Rio Preto (SP), editado pela Die Hard Records.
O álbum agradará em cheio fãs de bandas como Dream Theater, ou fãs do Angra (principalmente a fase pós-Rebirth).
Na verdade, o metal progressivo é apenas o alicerce do trabalho em si. É o que serve de base para as experimentações em diversos estilos e direções.
A parte conceitual do álbum trata de um tema curioso, não me recordo de, nem no rock progressivo, ver algo parecido, que é a exposição de obras de arte em um museu.

A abertura com "H.U.C.", agradará em cheio aos fãs tradicionais do metal progressivo, os fãs de Dream Theater, por exemplo. "Aquarela" tem linhas bonitas de piano/teclado, uma interpretação vocal sensacional de Fábio Caldeira e um refrão grandioso, além de um belo solo de guitarra. "Pescador", cantada em português, é uma balada que lembra e muito as baladas do Angra na fase Edu Falaschi, principalmente pelos tempos quebrados em meio ao ritmo lento.
"Sir Kus" é uma vinheta que lembra algo que o Queen fazia muito nos primeiros álbuns e, assim como o título sugere, tem algo de circense. "Puzzler" é outra que me lembrou da banda de Freddie Mercury, principalmente pelas linhas vocais, mesmo numa canção rápida (tanto em velocidade, como em duração).
"Disturbia" traz de volta o clima mais prog das duas primeiras faixas; "Treasures of the World" é uma bela e calma balada, com uma linha vocal bem feita, e violões dando o tom da canção. Destaque também para o baterista Heitor Matos, um dos destaques do álbum como um todo. "Radio Active" empolga por ser 'para cima' e ao mesmo tempo toda quebrada, mais uma vez os fãs de Dream Theater se deliciarão com os riffs dos guitarristas Danilo Augusto e Maurício Figueiredo, e o baixo "gordo" de Renato Somera. "Smilesnif" começa calma e vai aumentando a intensidade até o final grandioso, depois de um belo solo de guitarra. "Yellown of the Ebrium" possui climas diversos, e tem até um trecho em português mezzo bosa nova no meio.
O disco finaliza com "Lake of Emotions", o épico prog do disco com 21 minutos de duração, cheia de nuances, partes calmas, lentas, pesadas, quebradas e etc. Ou seja, a minha favorita do disco!

Em suma: o disco agradará os fãs de metal progressivo, fãs de power metal, e fãs de músicas  mais teatrais, como Queen fazia muito, por exemplo. Um belo lançamento de prog metal! Nota 10.


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