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domingo, 18 de março de 2012

Aê, Champz, vai trabalhar na Globo, hein?!

O diálogo clássico que todo estudante de jornalismo tem que com centenas de pessoas durante a vida:

A pessoa: "você estuda o que?"
Você: "jornalismo"
Segue a réplica clássica: "ahhh, legal, hein, quero te ver na Globo no Jornal Nacional, hein?!"...

HEHEHE.

É, nem sei porque diabos estou escrevendo isso (ou sobre isso) a essa hora... o fato é que eu dei um tempo dos trabalhos para ficar alguns minutos sem preocupações, e o facebook tá parado e eu não tenho namorada pra ficar trocando sms (ou estar num motel a essa hora, e etc), então eu resolvi postar qualquer merda aqui.

Primeiro, por que jornalismo?

É simples... eu amo música, amo escrever sobre música, amo opinar sobre música, amo resenhar discos, e etc, etc... Bento Araújo, do Poeira Zine, escreveu em certa publicação:

"Com a gente que vive de escrever sobre música não é diferente. Música é a nossa vida e faz parte fundamental do nosso dia a dia. Foi assim que eu entrei nessa de jornalismo, para poder trabalhar, mergulhar, pesquisar, trocar experiências, tocar, garimpar e me embebedar com música e mais música"

Bento simplesmente respondeu a questão. Escolhi o jornalismo porque amo escrever sobre música e quero fazer isso direito.

Tem certos momentos que algumas coisas me estressam durante as aulas, ou certos temas de aulas... chega uma hora que eu falo comigo mesmo: "porra, eu só escrever sobre música, entrevistar uns músicos aí, cobrir uns shows, resenhar uns discos... não quero saber dessa merda toda aí"

É por isso que eu tento escrever sobre música em todo trabalho que tenho que fazer para as aulas, independente do tema... ano passado mesmo, fiz um texto sobre Humberto Gessinger na matéria de Comunicação e Expressão, e citei Bruce Dickinson numa prova de Produção de Texto Jornalístico. Na prova tirei 10,0. Foi o primeiro 10,0 "escolar" da minha vida. HAHA.

Mas essa revolta dura alguns segundos, quando abro a mente vejo que tem algo interessante em tudo aquilo e que, inevitavelmente, vou acabar numa área dessas no futuro. A não ser que eu tenha de fato nascido com o rabo virado para a lua e já consiga trabalhar no que eu quero.

Segundo, por que tão tarde?

Eu nunca quis saber de fazer faculdade até ter uns 20 anos, em 2005. Depois me desinteressei de novo... minha amiga querida Mariana Koga (que saudades... ) sempre me ENCHEU O SACO me dizendo que eu ia cursar faculdade velho e isso e aquilo, e eu sempre respondi que não ia entrar enquanto não quisesse... e chegou a hora que eu quis. Durante um tempo (um curtíssimo tempo, por sinal) eu me arrependi... pensava: "Putz, podia estar formado já" e blá blá blá... só que aí eu vejo uma galera lá na flor da idade, com seus 18 anos... e, putz, uma mentalidade daquelas que é impossível ficar perto, ouvir os papos. 
Ao mesmo tempo que tem gente com praticamente a mesma idade, que faz parte da mesma geração e que é  madura, tem conversa, enfim, são pessoas mais adultas e tudo mais - sem perder a diversão da porra toda, é claro. Enfim, idade não significa maturidade. 
Existe o contrário também... Tem muita gente lá que... digamos que "nasceu nos anos 70", e que é pior do que a geração '93. Enquanto tem outras pessoas que são um pouco mais velhas que eu e são praticamente almas gêmeas minhas (minha querida amiga Rose; um beijo pra você, sua loira linda - se eu falar mal de loiras, sinta-se excluída, mesmo você sendo loira fake! haha). 
Mas se eu sou babaca com 26, imagina como eu era muito mais babaca com 18? Então, foi melhor entrar agora mesmo.
Resumindo: acho que nesse quesito eu realmente levei a sério aquela coisa de "faço o que eu quero na hora que eu quiser".

Outra coisa... sempre penso nas pessoas que cruzam meu caminho. Por exemplo, quando decidi fazer cursinho de novo, em 2006, eu não imaginava que ali estava decidindo algo que fez daquele o melhor ano da minha vida. E se eu não tivesse feito? Não teria conhecido meus melhores amigos e etc... mesma coisa agora, eu poderia estar formado, ou já num semestre mais adiantado... porém, não teria feito amigos como os que eu fiz até o momento, não teria me divertido o que eu me diverti até agora. Teria vivido outras coisas nas duas situações, mas isso nunca saberei. O importante é que eu não trocaria 2006, e nem 2011/12 por nada diferente. Tudo foi no tempo certo. Me imagino com 18 anos em certas situações que passo agora, eu agiria de uma forma diferente - e pior.

Eu posso estar ficando velho e cri cri, mas eu já sou daqueles que soltam aquela frase batida: "daqui uns anos a gente vai conversar sobre isso e você vai entender o que eu quero dizer". 

Uma vez, uma "namorada" terminou comigo dizendo isso. E ela nem era tão mais velha... acho que ela é de 1982. Eu sou de 1985. Ela me disse: "nunca achei que nossa diferença de idade fosse influenciar, mas...". Na época eu achei um absurdo. Hoje em dia eu penso nas coisas que eu dizia e fazia, e reflito: "ela estava tão certa como nunca esteve antes, nem depois". Só quando eu atingi a idade que ela tinha na época que fui compreender o que ela quis dizer...

Claro que eu não generalizo. Há babacas de todas as idades, há gente massa de todas as idades.
Analisando a mim mesmo por mim mesmo, eu acho que estou menos babaca de uns dois anos pra cá. Embora ainda seja um, hehehe.

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Enfim, a essa hora da madrugada eu comecei escrevendo sobre uma coisa, terminei em outra... de "por que tão tarde", fui parar em em "idade não é maturidade"... 

O resumo desse post é:

1) nem todos que fazem jornalismo vão trabalhar na Globo ou querem trabalhar na Globo e não existe só a Globo para um jornalista trabalhar;
2) escolhi jornalismo porque quero escrever sobre música;
3) não acho que, com 25 anos, entrei tarde para a faculdade; acredito que foi na hora certa devido à minha própria "evolução mental";
4) idade não é maturidade, cada um "evolui" de um jeito. PS. mas que tem gente por aí que acha que é super crescido e na verdade é vítima de sua própria ignorância, ah, tem... deixa o dia que eu escrever sobre isso envolvendo música aqui.

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