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sábado, 18 de fevereiro de 2012

TOP 5 - Dream Theater

A banda que elevou o status do metal progressivo, fazendo uma mistura de Metallica com Rush, com porções grandes de Pink Floyd e Iron Maiden, o Dream Theater tem uma discografia bastante regular, quase sem tropeços, e ao mesmo tempo álbuns definitivos para o estilo, que certamente estarão na listagem abaixo.


#5
Train of Thought (2003)


A já clássica, pesada e agressiva, "As I Am" abre o disco de forma certeira, dando o caminho para o primeiro grande épico do disco: "This Dying Soul", que faz parte da "Alcoholics Anonymous Suite", canções que falam sobre o problema do então baterista do grupo, Mike Portnoy, com a bebida e os 12 passos que o ajudaram a largar o vício. Com grande refrão e performance do baterista, a canção é um dos pontos altos do álbum. Outro épico do disco é a crítica "In the Name of God" (nem preciso dizer em relação que ela é crítica), que tem um groove muito bom e já virou hino entre os fãs. "Honor Thy Father" é uma canção agressiva, tanto no instrumental quanto na letra, que Portnoy escreveu para seu padrasto; palavras do baterista: "não sou muito bom em escrever canções de amor, então escrevi uma de ódio!". "Stream of Consiousness" é uma longa instrumental que não perde o pique em momento nenhum, sendo empolgante tanto em estúdio quanto ao vivo. Essa quinta posição, pra mim, é uma disputa muito grande entre esse álbum e o Six Degrees of Inner Turbulence, mas hoje foi a vez de Train of Thought passar na frente.



#4
Awake (1994)


Considerado o melhor por uma grande parcela dos fãs da banda, o disco mostra um Dream Theater mais agressivo que no álbum anterior. Sempre definiram a banda como se o Rush se fundisse com o Metallica; enquanto o álbum anterior, Images and Words, foi mais 'rushiano', Awake é mais 'metalico'. Contando ainda com a presença do genial tecladista Kevin Moore, que já andava meio distanciado do resto do grupo. Duas letras do disco tratam sobre isso, de duas perspectivas diferentes: "6:00", abertura do álbum com um instrumental bem pesado e quebrado, foi escrita pelo tecladista, enquanto a melódica e grudenta "Innocence Faded" foi escrita pelo guitarrista John Petrucci.
Uma pequena suite faz parte do disco, contendo a instrumental 'cantável' "Erotomania", a progressiva "Voices" e a acústica, e com grandes backing vocals do guitarrista, "The Silent Man". Portnoy já escrevia sobre seu problema com o alcoolismo nessa época, como na agressiva "The Mirror", que forma uma dobradinha espetacular com a também pesada "Lie". Outro clássico, "Caught in a Web" também está presente aqui, completam o álbum "Scarred", "Space-Dye Vest" e a composição de John Myung "Lifting Shadows of a Dream".



#3
A Dramatic Turns of Events (2011)


A expectativa era enorme devido a saída do baterista e líder Mike Portnoy, dando lugar para o experiente, e tão talentoso quanto, Mike Mangini. O Dream Theater não negou fogo e soltou um disco que remeteu os fãs ao seu passado mais glorioso. Na primeira canção, e primeiro single, "On the Backs of Angels", a estrutura é similar a da clássica "Pull me Under", e é um tema forte para a abertura. Nesse novo disco, o Dream Theater compôs muitos temas grandiosos e épicos e se saiu bem em todos eles: "Lost Not Forgotten" e "Outcry" lembram o começo dos anos 90 da banda e são emocionantes. "Bridges in the Sky" já lembra um passado mais recente, com riffs mais modernos e poderosos. "Breaking All Illusions" é simplesmente um hino, e uma das melhores canções da história da banda, com grande performance de Mangini e Petrucci, e letra composta por John Myung. "This is The Life" remete às baladas do álbum Scenes From a Memory, enquanto "Far From Heaven" está na escola de "Wait for Sleep"; e "Beneath the Surface" na de "The Silent Man", tanto que nos shows da tour as canções fazem medley umas com as outras no set list. O único porém do disco é a moderna "Build Me Up, Break Me Down", que poderia entrar no "Systematic Chaos" numa boa. 



#2
Scenes From a Memory (1999)


Sendo um disco conceitual, uma história continuada da canção "Metropolis Pt. I", do álbum Images and Words, Scenes From a Memory é clássico do início ao fim. As duas intros "Regression" e "Overture 1928" preparam o terreno para a forte "Strange Deja Vu", que tem o primeiro dos refrãos grandiosos e pegajosos do disco. A curta e linda balada "Through My Words" serve de introdução para a minha favorita do disco: "Fatal Tragedy", que tem um grande refrão e uma parte instrumental intrincada e empolgante no final. "Beyond This Life" tem um riff simples e pesado, e é um longo épico, com um instrumental no final que tem uma veia Frankzappiana muito forte! "Through Her Eyes" é outra bonita balada, com grande performance do vocalista James LaBrie, e antecede a paulada "Home", que tem um groove sensacional e possui outro daqueles refrãos sensacionais que a banda compôs nesse disco, com grandes backing vocals, como nas já citadas anteriormente também. A instrumental "The Dance of Eternity" é um show à parte, e se encaixa perfeitamente no disco. "One Last Time", a balada favorita dos fãs e emocionante "The Spirit Carries On" formam uma trinca com a fantástica e épica "Finally Free", que tem um final grandioso e emocionante, com grande destaque para Portnoy nas duas últimas, e encerram esse disco que é um clássico absoluto da banda e do metal progressivo. Esse álbum marca a estréia do tecladista Jordan Rudess.



#1
Images and Words (1992)


É muito fácil, e ao mesmo tempo difícil, escrever sobre discos clássicos como esse, que são perfeitos do início ao fim. Aqui todas as faixas são clássicas e hinos de um estilo. O tecladista Kevin Moore dita o clima do álbum com grandes climas e instrumentais durante todo o álbum. A clássica "Pull me Under" abre o trabalho com muito peso e energia. Logo depois vem uma balada, "Another Day" com uma performance incrível do vocalista. "Take the Time" é bastante melódica e quebrada, com grandes linhas vocais de James também, que ao lado do tecladista, começa a aparecer com destaque no disco. "Surrounded" é de arrepiar, ao mesmo tempo que é pegajosa, é técnica e instrumentalmente complexa. A coisa começa a ficar séria a partir daqui, porque a próxima é o maior clássico da banda: "Metropolis Pt. I", a canção que define a banda, a melhor maneira de apresentar o Dream Theater para alguém, a melhor maneira de fazer alguém entender o que queremos dizer quando falamos que Dream Theater conseguiu unir o Metallica com o Rush. John Petrucci dá as cartas nesse tema, ele passeia pela composição com timbres perfeitos, riffs sensacionais, harmônicos, linhas melódicas e tudo mais. "Under a Glass Moon", outro hino épico, é a seguinte e Mike Portnoy mostra toda sua técnica segurando a onda durante toda a canção e ainda fazendo uma base perfeita para um dos solos de guitarra mais bem encaixados que tem, que foi o que Petrucci conseguiu nessa canção. "Wait for Sleep" é uma balada curta, composta por Kevin Moore. Interpretação muito emocionante de LaBrie, novamente. Serve de introdução para a derradeira e absoluta "Learning To Live", outra das longas e quebradas do disco, com instrumentais perfeitos, além de também conter passagens bem Zappianas ali pelo seu final. Grande performance, grande disco. Não tem pontos baixos. Todos os membros da banda se destacam, mas esse álbum é de Moore e LaBrie como um todo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu Top 5:
1 - Awake
2 - Train of Thought
3 - Octavarium
4 - Images and words
5 - Systematic Chaos