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sábado, 11 de fevereiro de 2012

TOP 5 - Black Sabbath

#5
Headless Cross



Embora ainda muito subestimada pelos fãs, a "fase Tony Martin" foi uma das mais longas (quase 10 anos - só perdendo para a fase Ozzy) e contém grandes discos. A estréia em The Eternal Idol já foi excelente, mas em Headless Cross a banda lançou um disco definitivo para aquela fase do conjunto. Tendo o grande Cozy Powell (Rainbow, Jeff Beck, Whitesnake, ELP entre outros) na bateria e Laurence Cottle no baixo, junto com Tony Iommi e o já citado vocalista, o Sabbath lançou o álbum em abril de 1989. Produzido por Tony e Cozzy, o já clássico clima soturno domina o disco, seria a trilha sonora perfeita para um bom filme de terror, principalmente com os climas que Geoff Nicholls faz no teclado durante todo o LP, já começando na introdução nada auto-explicatória "The Gates of Hell", que precede o hino, e faixa-título do álbum, a cadenciada "Headless Cross", que como um típo clássico do Sabbath tem uma letra sinistra e um ótimo riff de Iommi, além de uma interpretação bem teatral e qualificada de Tony Martin´(aliás, vejo esta faixa como uma espécie de "Heaven and Hell - Part 2" em todos os sentidos). "Devil and Daughter" dá uma acelerada no álbum com riffs cavalgados, vocais agudos e Cozy segurando a onda lá atrás. "When Death Calls" é um épico dramático do Sabbath, com participação de Brian May, guitarrista do Queen, fazendo um solo de guitarra. A minha favorita do disco é "Kill in the Spirit World", talvez a mais comercial do álbum, incrivelmente não foi trabalhada como single e nem tocada ao vivo. Tem um clima de hard rock, uma levada "pra cima" e uma performance sensacional do vocalista com agudos incríveis. "Call of the Wild" segue a linha da anterior, com uma pegada mais comercial, não deixando de sair do clima do álbum. A pedrada "Black Moon" e a lenta "Nightwing", com um trabalho sensacional de Cozy, encerram Headless Cross de maneira empolgante.



#4
Master of Reality



O terceiro disco do Sabbath só tem clássicos do início ao fim (é até desnecessário escrever isso sobre aqueles álbuns...), a abertura já é com a ode à erva "Sweet Leaf", que, segundo a lenda, na introdução as tosses são de Tony Iommi se engasgando com um baseado. "After Forever", com uma letra crítica à religião, tem uma levada empolgante e abre o espaço para uma lavada de clássicos: o tema instrumental de Iommi "Embryo" serve de introdução para o hino "Children of the Grave", uma das maiores porradas já compostas por Tony Iommi (embora a disputa seja dura...), presença obrigatória em qualquer show da banda, ao menos com Ozzy nos vocais. O guitarrista aparece novamente com outro belo tema instrumental chamado "Orchid", que precede um dos seus mais soturnos riffs: "Lord of this World", uma das canções mais espetaculares de toda a discografia da banda com mudanças de andamento e o baterista Bill Ward se destacando também, sem mencionar o baixo "gordo" de Geezer comandando todas as levadas. "Solitude" é calma, tendo apenas Ozzy cantando sobre um instrumental dedilhado de Iommi e Geezer. Aliás, uma performance ótima de Ozzy nessa canção. O encerramento é com a música que eu gosto de chamar de "a mais pesada do mundo": "Into the Void" é quase como tomar um soco na cara, não consigo imaginar nada mais pesado que esta canção. Tony Iommi saca do seu arsenal um dos seus mais violentas e brutais riffs, com Geezer ao fundo soltando aquele baixo gordo que passeia pela canção toda. Um final épico. Talvez o melhor final de todos os discos.



#3
Heaven and Hell



O ano: 1980 e a situação era: Ozzy demitido da banda por seus intermináveis problemas com as drogas, Geezer tendo dias difíceis com seu divórcio, Bill Ward também tendo problemas com bebidas e Tony Iommi sofrendo pressão da gravadora para um novo disco do Black Sabbath. A "NWOBHM" (New Wave of British Heavy Metal) dominando o cenário. Um encontro em um bar de Los Angeles junta Tony com Ronnie James Dio, ex-vocalista do Rainbow e Elf, faz rolar o convite para alguns ensaios e começam a surgir as primeiras composições. Com novo vocalista e fôlego retomado, o Sabbath entrou na nova era do heavy metal com os dois pés na cara das pessoas: o disco abre com "Neon Knights", uma veloz composição com grandes riffs e solos. "Children of the Sea", a primeira composta pela nova formação, dá sequência e mostra a voz de Dio limpa e cristalina numa semi-balada que é um dos hinos dessa fase da banda. A básica "Lady Evil", em que Tony Iommi detona o seu wah wah, abre o caminho para um dos maiores clássicos da banda, a faixa-título. Com uma letra filosófica de Dio, um andamento lento comandado pela base de Geezer e o riff sensacional de Tony, a canção conduz o ouvinte até um final "speed" épico, com o vocalista dando um show de interpretação. Sem dúvidas uma das maiores canções de heavy metal da história. As ótimas "Wishing Well" e "Walk Away" mantem o clima do álbum lá em cima, tendo entre elas a absoluta "Die Young", com uma introdução toda climática 'do mal', uma martelada ao estilo da faixa de abertura que logo se tornou hino também. A 'bluesy' "Lonely is the World" fecha esse clássico, tendo um dos melhores (e preferidos do próprio guitarrista) solos de Tony Iommi.




#2
Paranoid



O segundo álbum do Black Sabbath dispensa maiores comentários quando se olha o track-list do disco. A abertura é o hino anti-guerra "War Pigs", com suas levadas e melodias de fazer o estádio inteiro cantar junto, fora o clima 'pesado' na introdução. "Paranoid", o grande hit do Sabbath está aqui também, com sua fantástica letra sobre loucura. "Planet Caravan" é aquele momento calmo do disco, mais ou menos como a "Solitude" foi para o Master of Reality, o disco seguinte. A seguir vem outro dos grandes clássicos do Black Sabbath: a grandiosa "Iron Man", com o seu famoso riff, uma das maiores criações da história da música em geral. "Electric Funeral" traz um riff lento, com muito efeito wah wah, de Tony, com as já clássicas mudanças de andamentos no meio da canção, caindo depois no derradeiro final voltando a levada original. "Hand of Doom" traz um início calmo, que depois cai em riffs típicos do Black Sabbath, e momentos em que a cozinha Geezer/Ward se mostra muito eficiente também em estúdio, o que abre espaço para escrever sobre o tema seguinte: Rat Salad, uma canção instrumental que o baterista Bill Ward dá um show à parte, e que mostra como o mesmo é desvalorizado em relação aos seus colegas de geração. "Fairies Wear Boots" encerra a bolacha com mais um riff cheio de efeitos, levadas empolgantes e viradas sensacionais de Bill Ward, além de alguns solos blueseiros de Tony. Um grande tema, um grande encerramento. Paranoid é o melhor álbum da fase Ozzy.




#1
Born Again



Só conheço uma pessoa (pelo menos até onde eu sei) que compartilha comigo a opinião de que esse é o melhor álbum do Black Sabbath, o radialista e jornalista Vitão Bonesso que colocou esse álbum como um dos dois imperdíveis da banda em uma revista sobre heavy metal. Muita gente pensa que nós preferimos esse disco em relação aos demais pela junção de estrelas; aqui estão Ian Gillan, já com sua história no Deep Purple, se juntando ao trio de ferro do Sabbath: Iommi/Butler/Ward. Mas não é só por isso, e sim pelas canções que são extremamente empolgantes. 
"Trashed" é um soco no estômago que o Sabbath não fez nem com Ozzy, nem com Dio. Chegou perto, bem perto, mas não como essa, que tem um video clipe hilário e uma letra, convenhamos, bem infantil. Talvez por isso a banda nunca a tenha tocado ao vivo. "Stonehenge" é um tema climático, daqueles típicos do Black Sabbath, quase assustadores, que serve de introdução para a pesada "Disturbing the Priest", com seu clima caótico e Gillan berrando como nos velhos tempos. Um refrão empolgante, como vários em todo o disco. "The Dark" é outro tema que serve de introdução, dessa vez para "Zero the Hero", um épico de quase oito minutos, lento, arrastado, com um riff 'do mal' de Iommi, uma das melhores do álbum. "Digital Bitch" retoma o clima da canção de abertura, rápida, com um riff matador e um refrão empolgante, é um dos hits do disco entre os que cultuam esse álbum. "Born Again" é quase uma balada, canção bem lenta e com uma interpretação fantástica de Gillan. O sentimento de tristeza ronda essa canção. Fantástica. "Hot Line" vem na escola das rápidas e agressivas, um riff gordo de Tony comanda a música com uma levada empolgante, solos matadores, performance vocal incrível de Gillan e ótimo refrão.  O encerramento é com a cadenciada "Keep It Warm", que também tem um refrão ótimo e uma levada muito boa. O único contra desse disco é a produção, que faz parecer que o disco foi gravado no porão de um castelo sujo (ops...)... 
A fase de Ian Gillan no Black Sabbath rendeu apenas esse disco e uma pequena turnê, mas certamente deixou para a história um grande disco, o mais brutal já gravado pelo vocalista e um dos grandes clássicos do Black Sabbath.

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